Cerca de um quarto dos condutores envolvidos em acidentes de viação e autopsiados em 2014 acusou álcool no sangue, percentagem que tem vindo a descer nos últimos anos, anunciou a Autoridade Nacional de Segurança Rodoviária (ANSR).

Segundo o presidente da ANSR, Jorge Jacob, 26,6 por cento dos condutores vítimas de acidentes rodoviários e autopsiados em 2014 apresentaram níveis de alcoolemia acima do limite permitido por lei (igual ou superior a 0,50 gramas de álcool por litro de sangue).

Jorge Jacob adiantou que a percentagem de condutores autopsiados com álcool diminuiu em 2014 face a 2013, ano em que cerca de 33 por cento dos automobilistas mortos estavam alcoolizados.

Os dados foram revelados durante uma sessão promovida pela ANSR e a Associação Nacional de Bebidas Espirituosas (ANEBE) para assinalar a Semana Global da Segurança Rodoviária das Nações Unidas, que hoje começa, e apresentar o projeto de sensibilização rodoviária dirigido aos jovens “100% Cool”.

Na cerimónia, o presidente da ANSR disse também que entre 2013 e 2014 houve uma redução de 17 por cento no número de condutores jovens (entre os 18 e os 29 anos) apanhados ao volante com álcool pelas forças de segurança durante ações de fiscalização.

Em declarações à Lusa, Jorge Jacob afirmou que os dados estatísticos confirmam que os portugueses alteraram os seus comportamentos ao volante e estão a beber menos quando conduzem, atribuindo essa redução às campanhas de sensibilização rodoviária e às ações de fiscalização das forças de segurança.

O presidente da ANSR sublinhou que são os jovens condutores que registam uma maior redução no consumo do álcool quando estão a conduzir.


“Os jovens são um grande grupo de risco, têm num risco de morte superior a 40 por cento aos restantes estratos etários, é ai que se tem sentido os melhores resultados”, sustentou, destacando a importância da campanha “100% Cool”, que existe desde 2002 e valoriza os jovens condutores com zero por cento de álcool.


O presidente da ANSR disse ainda que o objetivo para este ano é atingir os 25 por cento de condutores mortos e que registem uma taxa de álcool superior à legal.