O presidente do PSD/Madeira criticou hoje «o caos» na TAP, questionando a protecção dos sucessivos governos à actual administração da transportadora, e prometeu que o executivo madeirense vai intensificar a pressão junto da República nesta matéria.

«A TAP e a RTP estiveram hoje na ordem do dia dos trabalhos da comissão política regional do PSD/Madeira», informou Alberto João Jardim após a reunião esta noite deste órgão dos sociais-democratas madeirenses, a última antes das férias.

O líder do PSD insular considerou existirem «dois grandes problemas» em relação à TAP, enunciando em primeiro lugar «o caos em que caiu a companhia» e a questão do regime tarifário agora aplicado nos Açores.

O mesmo responsável adiantou que o Governo Regional da Madeira «estranha a protecção que durante sucessivos governos, independentemente até da cor política, foi dada à administração que ainda lá se encontra» [na TAP], sustentou.

Segundo o também presidente do executivo madeirense, «essa protecção não é justificada e, por isso, os portugueses têm todos que saber porque é que ao longo de vários governos esta administração da TAP foi sempre tão protegida».

Jardim anunciou que o Governo Regional da Madeira «vai agora intensificar a atuação em dois sentidos», visando que a TAP «passe a cumprir os horários e a funcionar como deve ser».

Outro aspeto que a Madeira quer esclarecer é «qual o regime tarifário para residente nos Açores e se esse regime é ou não igual ao da Madeira», realçou Jardim, assegurando que se for «diferente, a região quer saber para poder atuar em conformidade».

Quanto à RTP-Madeira, o governante insistiu que o Governo Regional recusou o modelo proposto por Lisboa, que pretendia «ficar com a informação e tudo o resto», com os custos a «passarem para a região».

Na opinião de Jardim, este projecto servia os interesses dos grupos que «pretendem o monopólio da informação na Região Autónoma da Madeira».

«Isto é inaceitável para o PSD/Madeira e vamos, portanto, também aqui assumir as posições que se impõem perante o Governo da República», declarou.

Na questão das eleições internas, o líder madeirense vincou que vai insistir em «três grandes critérios que vão decidir a apreciação do caráter daqueles que vão ser candidatos no PSD: posição sobre a continuidade do Jornal da Madeira, posição sobre a autonomia e atitude tida aquando das últimas eleições autárquicas».

Jardim mencionou ainda que em todas as estruturas sob tutela do Governo Regional, nos vários concelhos da região, será exposta informação «do que foram estes dez últimos mandatos» do PSD.