O Tribunal de Aveiro condenou a cinco anos e quatro meses de prisão o principal arguido num caso de roubo e sequestro de um empresário em Albergaria-a-Velha, absolvendo os outros dois arguidos.

O coletivo de juízes deu como provada a acusação relativamente ao principal arguido, tendo ficado com “alguma reserva” relativamente ao envolvimento dos outros acusados, nomeadamente a ex-companheira e um amigo.

“Temos alguma incerteza quanto aos reconhecimentos que foram feitos por parte do ofendido”, acrescentou.

O principal arguido foi condenado a cinco anos de prisão, por um crime de roubo agravado, e um ano de prisão, por sequestro, tendo-lhe sido aplicada uma pena única de cinco ano e quatro meses de prisão, em cúmulo jurídico.

Este arguido, que foi absolvido de um crime burla informática, terá ainda de pagar uma indemnização de 1.500 euros ao ofendido.

O arguido vai manter-se em prisão preventiva até se esgotarem as possibilidades de interposição de recurso.

O outro arguido, que também se encontrava em prisão preventiva e que foi absolvido de todos os crimes, foi restituído à liberdade.

Durante o julgamento, o principal arguido já tinha assumido a autoria dos factos, adiantando que fez tudo sozinho, enquanto os outros dois suspeitos negaram qualquer envolvimento no caso.

Segundo a acusação, os factos ocorreram na manhã do dia 19 de fevereiro de 2017, quando o empresário de Oliveira de Frades, no distrito de Viseu, se deslocou a uma zona de pinhal, em Albergaria-a-Velha, onde abordou uma mulher para a prática de ato sexual.

O ofendido terá então sido surpreendido pelo principal arguido e um outro indivíduo não identificado, armados com uma navalha e uma pistola, que o obrigaram a entregar todos os bens que tinha consigo e a entrar para a bagageira da sua própria viatura.

A vítima viria a ser libertada algumas horas depois, numa zona florestal em Cantanhede, tendo ficado amarrada a um tronco de eucalipto. O homem acabou por conseguir soltar-se e caminhou em direção a uma zona habitada onde pediu ajuda a um habitante.

Os três arguidos foram detidos em Vila do Conde, quatro dias após o crime, numa altura em que se preparavam para vender o automóvel furtado.