O ministro da Defesa, Aguiar-Branco, considerou esta quarta-feira que a abertura do Colégio Militar a mulheres é motivo de orgulho e que a abertura da oferta levou ao aumento de inscrições.

«Temos uma capacidade de racionalização maior e as mulheres passam também a poder estudar no Colégio Militar, o que para nós é motivo de orgulho», afirmou o ministro aos jornalistas, à margem da apresentação dos resultados da época balnear que hoje aconteceu na praia do Guincho, em Cascais.

Aguiar-Branco reagia assim às críticas da Associação dos Antigos Alunos do Colégio Militar (AAACM) que contestam o despacho do Governo sobre a transformação da instituição num internato misto.

A associação evidencia a «importância de preservar os valores e instituições, que sustentam a identidade da nação».

Perante as críticas, Aguiar-Branco considera ser «um direito em democracia» e sublinhou que, ao contrário de em anos anteriores, este ano houve um grande aumento de inscrições no Colégio Militar.

«Os resultados da nossa reforma neste momento são satisfatórios porque houve um aumento de inscrições em todos os estabelecimentos de ensino militar e em concreto no Colégio Militar», sustentou.

O ministro disse ainda que as alterações vão permitir «poupanças significativas» e que o investimento a aplicar na abertura do regime de internato a mulheres será recuperado em dois anos e meio.

Num despacho publicado no passado dia 8 de Abril, o ministro da Defesa determina a transformação do Colégio Militar num internato/externato com rapazes e raparigas e a consequente construção de infraestruturas de internato feminino, absorvendo as alunas do Instituto de Odivelas.

Candidataram-se ao Colégio Militar, para o próximo ano letivo, 353 alunos e, destes, 84 são raparigas em regime externo, em consequência da integração com o Instituto de Odivelas, outro dos estabelecimentos militares de ensino não superior.