O ministro da Defesa disse, esta sexta-feira, que as missões de busca e salvamento na Madeira estão «salvaguardadas» apesar de terem «níveis de prontidão alterados» devido à falta de piloto-comandante, que será reposto dentro de «pouco tempo».

Aguiar-Branco ressalvou que a «gestão operacional para cumprir as missões, sejam elas quais forem e também as de interesse público, compete aos respetivos ramos e neste caso ao Chefe do Estado-Maior da Força Aérea».

«É a ele que compete gerir os recursos de modo a poder cumprir as missões», disse, após ser questionado pela Lusa sobre a falta de um comandante no Porto Santo para operar o EH101 «Merlin», noticiada hoje pelo Jornal da Madeira.

«E tanto quanto eu sei as missões estão na mesma salvaguardadas. Os níveis de prontidão serão, do ponto de vista da circunstância, ligeiramente alterados, situação que retomará normalidade daqui a muito pouco tempo», afirmou.

De acordo com o gabinete de Aguiar-Branco, o ministro da Defesa determinou, por despacho assinado em março, um reforço de 360 mil euros no orçamento da Força Aérea visando corresponder ao pedido do ramo para aumentar as horas de voo e «contratar oito estágios adicionais de simulador de voo no Reino Unido».

Segundo a mesma fonte, durante o período de formação será mantido o helicóptero em Porto Santo com a respetiva tripulação com exceção do piloto comandante que será transportado para o local em caso de necessidade.

As missões de evacuação aeromédicas e de busca continuarão a ser asseguradas pelo avião C295 destacado para o Porto Santo, acrescentou.

Esta sexta-feira, o Chefe do Estado-Maior da Força Aérea, José Pinheiro, disse aos jornalistas que «assim que for possível requalificar ou qualificar novos pilotos comandantes será preenchida a vaga no Destacamento da FAP No Porto Santo». Até lá, em caso de emergência ou de busca e salvamento, a FAP planeia «empenhar ou o helicóptero que está no continente [base aérea do Montijo], ou o que está nos Açores».