O ministro da Defesa, José Pedro Aguiar-Branco, afirmou esta terça-feira que as Forças Armadas cumprem com «qualidade e competência» uma missão de interesse público ao desenvolverem durante o ano trabalhos de prevenção aos incêndios florestais.


«As Forças Armadas, desde 2011, fazem todo esse trabalho precisamente de prevenção, abrindo caminhos, chamados corta-fogos, criando condições de acessibilidade mais fáceis para depois, do ponto de vista operacional, as forças no terreno possam combater os fogos de uma forma mais eficaz e, também, depois, na dimensão de combate», cita a Lusa.


José Pedro Aguiar-Branco falava aos jornalistas, em Castelo de Vide, no distrito de Portalegre, à margem de uma visita aos trabalhos que estão a ser desenvolvidos pelo Regimento de Engenharia do Exército, no âmbito do Plano de Atividade Operacional Civil (PAOC).

O governante deu ainda como exemplo o trabalho desenvolvido na área do combate às chamas por parte da Força Aérea, considerando que esse ramo tem participado «ativamente» quando essas circunstâncias assim o obrigam.

Aguiar-Branco acrescentou ainda que de uma «forma articulada», também as Forças Armadas nos seus três ramos têm, ano após ano, participado «ativamente» no combate às chamas.

Em Castelo de Vide, o ministro assistiu à intervenção que está a ser efetuada pelo Regimento de Engenharia do Exército em plena Serra de São Mamede, com o objetivo de beneficiar um caminho que visa contribuir para a defesa da floresta contra incêndios.

De acordo com o município de Castelo de Vide, esta ação «assume importância vital» na medida em que irá permitir construir uma acessibilidade «estratégica» em eventuais ocorrências, numa área extremamente sensível em termos de biodiversidade.

A ministra da Agricultura também falou esta terça-feira sobre os incêndios, afirmando que há mais autos levantados por incumprimento de limpeza de matas do que há um ano e que Portugal «está melhor» no que concerne à limpeza de florestas como meio de prevenção de incêndios.

Falando em Braga, esta tarde, Assunção Cristas salientou ainda a importância da «educação» e «sensibilização» no combate aos fogos florestais uma vez que, referiu, grande parte dos fogos têm mão humana.

A ministra com a tutela das florestas procedeu hoje à última entrega de viaturas, fatos de silvicultura e proteção, entre outro equipamento, para uma primeira intervenção em caso de incêndio.

O equipamento é distribuído ao abrigo do programa que distribuiu estes equipamentos pelos 1.390 sapadores florestais existentes em Portugal, divididos em 98 equipas.