
O projeto «Agricultura, semente de sustentabilidade» vai atribuir 25 talhões de cerca de 40 metros quadrados, nas Hortas de Águeda, a desempregados e a pessoas que pretendam dedicar-se à agricultura nos tempos livres, revelou fonte municipal à Lusa.
O projeto pretende «trazer para um setor de atividade tradicional de baixa tecnologia um elevado número de pessoas que estão na situação de desemprego, promovendo o desenvolvimento de competências profissionais».
Abrangidas são também pessoas que têm emprego e disponibilidade para se dedicar à atividade agrícola nos seus tempos livres, visando criar a oportunidade para melhorar a condição de vida do agregado familiar, na vertente da subsistência alimentar saudável e geração de rendimentos.
Segundo o preâmbulo das normas de utilização das parcelas de terreno propriedade da autarquia, o projeto-piloto pretende dotar o Município de Águeda de uma vertente comunitária, dirigida a residentes que pretendam implementar culturas hortícolas, frutícolas, ervas aromáticas, condimentares e medicinais.
Contempla ainda uma forte componente educativa, apresentando um espaço próprio de ações de formação sobre técnicas de agricultura sustentável, manutenção do espaço público, compostagem e promoção ambiental.
Vão ser ministrados cursos de formação, de curta e longa duração, dirigidos a pessoas em situação de desemprego ou à procura do primeiro emprego, com posse ou acesso a terras e que pretendam melhorar as suas competências, em termos de técnicas e práticas agrícolas.
Serão oferecidos talhões para a instalação de hortas aos que frequentarem as ações de formação, bem como de um espaço para comercialização dos seus produtos.
As candidaturas à concessão gratuita de talhões de terra estão abertas até 18 de maio na Câmara Municipal de Águeda, localizando-se os talhões no terreno contíguo à Biblioteca Municipal Manuel Alegre, com acesso a um ponto de água comum, um compostor comunitário e um abrigo partilhado para armazenamento das alfaias agrícolas.