O volume de água armazenada nas albufeiras portuguesas no final de julho aumentou numa das bacias, a do Ave, e desceu nas restantes 11 e apenas quatro albufeiras têm disponibilidade inferior a 40%, segundo a Agência Portuguesa do Ambiente (APA).

Segundo a APA, das 62 albufeiras monitorizadas, 25 apresentam disponibilidades hídricas superiores a 80% do volume total e quatro tem disponibilidades inferiores a 40%.

Na evolução dos volumes armazenados a 31 de julho de 2018, comparativamente ao final do mês anterior, “verificou-se um aumento numa das bacias e uma descida no volume armazenado nas restantes 11 bacias hidrográficas monitorizadas, correspondendo ao que naturalmente acontece nesta altura do ano”, indica.

No entanto, e com exceção das Bacias Lima, Ribeiras do Oeste, Mira e do Barlavento algarvio, os armazenamentos em julho de 2018 por bacia hidrográfica apresentam-se superiores às médias de armazenamento de julho (1990/91 a 2016/17), acrescenta a APA.

Comparando com julho de 2017, “as disponibilidades a julho de 2018 são francamente superiores, com exceção da bacia do Lima e do Ave”.

A bacia do Sado apresenta mais do dobro do armazenamento observado em julho de 2017, acrescenta a APA.

As albufeiras com armazenamento total inferior a 40% em julho de 2017 eram 18 e este ano são apenas quatro: duas na bacia do Sado Monte da Rocha (22%) e Campilhas (25%), uma na bacia do Guadiana Vigia (38 %) e uma na bacia do Tejo, Divor (38%).