A discoteca Urban Beach, em Lisboa, repudiou a agressão a dois jovens junto às suas instalações, disse que se tratou de um problema de segurança na via pública e manifestou-se disponível para colaborar nas investigações.

Em comunicado enviado às redações, o administrador da Urban Beach, Paulo Dâmaso, defende que o crime, que ocorreu na madrugada de quarta-feira, “tem cara e é visível para todos os que visualizaram o vídeo”, ocorreu na via pública e, por isso, é “um problema estritamente de segurança na via pública”.

“O Urban Beach desde já oferece a sua total disponibilidade, através de todos os meios e seus recursos, para auxiliar toda e qualquer diligência de investigação que se venha a tornar necessária, com as competentes instâncias judiciais, nomeadamente o Ministério Público e a Policia Judiciária”, escreve o responsável.

Tal como já tinha avançado à TVI, o administrador da Urban Beach diz igualmente que já entregou o caso aos advogados da Urban Beach, para acionarem “todos os mecanismos legais contra os responsáveis pela ocorrência”, e acrescenta que os seguranças – que agrediram os jovens – são da exclusiva responsabilidade da empresa PSG.

“Os referidos seguranças são funcionários da entidade PSG, única entidade responsável pelos mesmos”, escreve o administrador da Urban Beach, que confirma que a discoteca já contactou a empresa, exigindo a suspensão imediata dos seguranças envolvidos no caso e a instauração de processos disciplinares.

Diz ainda que tomou conhecimento do caso quando o vídeo das agressões começou a circular pelas redes sociais e sublinha que a agressão ocorreu no exterior na Urban Beach e que os agredidos não eram clientes da discoteca, nem lá estiveram nessa noite, pelo que se trata de “um crime privado na via pública”.

A Urban Beach aproveita ainda para recordar que já por diversas vezes solicitou “um policiamento efetivo e eficaz nas imediações de todos os seus estabelecimentos de diversão noturna e volta a insistir no pedido, “a fim de evitar de uma vez por todas futuras situações de insegurança na via pública”.

“O Grupo K tem uma estrutura de diversão noturna com trinta anos espalhada por diversas casas de norte a sul do país e a sua imagem está a ser posta em causa por factos que estão perfeitamente identificados de terceiros."

Entretanto, o Ministério Público abriu um inquérito sobre as agressões, investigação que decorre em articulação com a PSP.

TVI tentou entrar em contacto com a empresa de seguranca privada PSG, mas sem sucesso até ao momento.