O Instituto dos Pupilos do Exército abriu um processo de averiguações para apurar as circunstâncias em que três alunos foram agredidos fisicamente por outros estudantes do mesmo estabelecimento, disse à Lusa o porta-voz do Exército.

Numa resposta enviada à agência Lusa, o porta-voz do Estado-Maior do Exército, major Góis Pires, confirma que três alunos do 6º ano do Instituto dos Pupilos do Exército foram agredidos fisicamente, na quinta-feira, por outros alunos do mesmo estabelecimento, tendo um deles sido assistido no Hospital D. Estefânia, em Lisboa.

Segundo o Exército, os encarregados de educação dos alunos agredidos foram informados de imediato assim que a situação foi detetada.

O major Góis Pires adianta que foi aberto um processo para averiguar as circunstâncias em que ocorreram as agressões entre os alunos e apurar responsabilidade.

«O Instituto não oculta perante as instâncias devidas as ocorrências de alegados ou efetivos atos de agressão entre alunos, sendo aberto, sempre que as mesmas ocorram, o respetivo processo de averiguações. Apurando-se a prática de infração, nos termos previstos no respetivo regulamento, procede-se à punição dos infratores», refere o Exército, sublinhando que as punições podem ir desde «a repreensão simples até à transferência de escola, passando por dias de suspensão».

O Estado-Maior do Exército diz ainda que no Instituto dos Pupilos do Exército, frequentado por cerca de 300 alunos, «existem esporadicamente atos de agressão entre alunos, como é suscetível de ocorrer noutros estabelecimentos de ensino cuja população escolar se enquadra na mesma franja de idades».