Os dois agentes da Polícia Segurança Pública (PSP) que foram condenados a prisão efetiva por agressões a um estudante alemão vão ser demitidos por ordem do Ministério da Administração Interna, disse esta terça-feira à Lusa fonte policial.

A informação foi publicada esta terça-feira de manhã em Diário da República, mas apenas em relação a um dos polícias. No entanto, fonte policial avançou à Lusa sabe que o segundo agente envolvido nas agressões também será demitido.

Rui Neto e Osvaldo Magalhães foram condenados pelas antigas varas criminais de Lisboa a quatro anos e três meses e a quatro anos de prisão efetiva, respetivamente, por ofensa à integridade física qualificada, coação grave e abuso de poder, crimes cometidos na esquadra das Mercês, no Bairro Alto, em Lisboa, contra um estudante alemão, na ocasião com 23 anos.

Um aviso da Direção Nacional da PSP, publicado hoje em Diário da República, indica que, por despacho do Ministério da Administração Interna (MAI), datado de 20 de maio deste ano e assinado pela diretora do Gabinete de Deontologia e Disciplina, foi aplicada a pena de demissão ao agente Osvaldo Magalhães, de 33 anos.

Segundo a mesma fonte policial, o agente Rui Neto, atualmente com 32 anos, também vai ser demitido da PSP, esclarecendo que o despacho do MAI só será publicado em Diário da República em data posterior.

O caso remonta a 25 de julho de 2008, quando Adrian Grunert e a namorada apanharam um elétrico: ela entrou, enquanto o jovem pendurou-se na traseira do elétrico e seguiu viagem sem pagar bilhete. No Largo Conde Barão, quando o elétrico estava parado, o jovem foi intercetado pelos dois agentes e levado sozinho para a esquadra.

Ao jovem foram diagnosticadas várias lesões no corpo.

O Tribunal da Relação de Lisboa confirmou as penas decididas pelo tribunal de primeira instância e ordenou, em 2013, que os agentes fossem detidos para cumprirem a pena efetiva de prisão no Estabelecimento Prisional de Évora, o que aconteceu a 05 de abril desse ano.

Os dois arguidos já se encontram em liberdade condicional, segundo os despachos do Tribunal de Execução de Penas de Évora, emitidos em fevereiro e junho deste ano e aos quais a agência Lusa teve hoje acesso.