Organizações da sociedade civil lançaram um apelo aos portugueses para que enviem os seus contributos sobre o que deve ser a agenda de desenvolvimento no futuro.

O processo de consulta pública, em curso até ao final de junho, pretende recolher propostas sobre a agenda de desenvolvimento pós-2015. Esse é o ano em que termina o prazo dos Objetivos de Desenvolvimento do Milénio, metas das Nações Unidas fixadas em 2000, sem o sucesso esperado.

As consultas públicas vão realizar-se um pouco por todo o mundo. No caso português, a iniciativa é promovida por um conjunto de organizações: Animar - Associação Portuguesa para o Desenvolvimento Local; Camões, Instituto da Cooperação e da Língua; CNJ ¿ Conselho Nacional de Juventude; Minha Terra ¿ Federação Portuguesa de Associações de Desenvolvimento Local; PpDM ¿ Plataforma Portuguesa para os Direitos das Mulheres e Plataforma Portuguesa das ONGD.

O foco da consulta nacional será a aplicação a nível local da agenda de desenvolvimento. Um questionário online, cinco sessões de trabalho em Lisboa, Porto, Évora e Coimbra e um evento final são os três momentos em que o público terá oportunidade de dar os seus contributos.

«O objetivo é conhecer as prioridades dos portugueses em relação à agenda e à forma como deve ser implementada», esclarecem as organizações da sociedade civil, em comunicado.

Após a consulta pública, «será elaborado um relatório que refletirá a visão nacional» sobre o que devem ser as políticas de desenvolvimento para os próximos 15 anos, que depois será vertida no «relatório final» do secretário-geral das Nações Unidas.