Afeganistão: militar português com meningite será retirado

Vai para uma base militar na Alemanha para ser reavalidado clinicamente

Por: tvi24 / SM    |   16 de Abril de 2012 às 20:42
Um militar do contingente português no Afeganistão, com meningite, vai ser retirado esta noite (madrugada em Cabul) da base aérea americana de Bagram para uma base militar na Alemanha, confirmou à Agência Lusa fonte do EMGFA.

«O militar está numa situação estável e normal, tendo em conta o quadro clínico nestes casos. Foi transferido de Cabul para a base de Bagram e ao final desta noite será transportado para Ramstein, na Alemanha, onde chegará amanhã de manhã [terça-feira], horas de Lisboa, para ser reavaliado», explicou à Lusa o Relações Públicas do Estado Maior General das Forças Armadas (EMGFA).

O comandante Ramos Oliveira acrescentou que, caso a reavaliação feita ao militar dos quadros do Exército, na casa dos 40 anos, seja positiva e o mesmo reúna as condições para viajar, será ativado, ainda durante o dia de terça-feira, um avião Falcon-50 da Força Aérea Portuguesa para realizar a evacuação médica da Alemanha para Portugal.

Atualmente estão no teatro de operações do Afeganistão cerca de 282 militares portugueses, dos três ramos das Forças Armadas e da GNR, fruto da sobreposição e do momento de rotação da força.

A partir do próximo fim-de-semana o contingente ficará reduzido a 130 elementos, com o regresso dos restantes militares a Portugal, os quais foram rendidos pelos 139 que rumaram a Cabul na terça-feira, 10 de abril.

O contingente deverá permanecer em território afegão até outubro e tem como principal missão assessorar as forças de segurança locais, principalmente na área da formação.
PUB
EM BAIXO: MNE com os militares
MNE com os militares

COMENTÁRIOS

PUB
«O Estado é um padrinho que acompanha o cidadão até à morte»

Henrique Medina Carreira considera que «a despesa social» é o grande problema dos últimos 50 anos em Portugal. Se analisarmos as despesas públicas e os níveis de fiscalidade, entre 1960 e 2010, verificamos que a despesa social «é aquilo que adoeceu, e adoeceu por irresponsabilidade política». Para o comentador da TVI24 o país nunca antecipou os problemas que podiam advir de um crescimento excessivo das despesas sociais porque estas são uma forma de compra de voto.