A ministra da Administração Interna, Constança Urbano de Sousa, assegurou que estão a ser tomadas medidas para “diminuir o risco” e evitar casos de imigração ilegal no Aeroporto Humberto Delgado, em Lisboa.

“Neste momento estão a ser tomadas medidas, como já foram tomadas, para diminuir o risco de imigração ilegal. É um risco que existe em qualquer país da União Europeia e Portugal até não é dos países mais afetados”, disse.

Constança Urbano de Sousa, que falava aos jornalistas após a cerimónia de compromisso de honra de 457 novos soldados da GNR, no Centro de Formação de Portalegre, não especificou as medidas que estão a ser tomadas, alegando serem de “natureza confidencial”.

Além do reforço dos meios policiais e da vigilância no aeroporto, a ministra assegurou que as autoridades estão a “investigar” os casos registados até ao momento, para “perceber melhor” até que ponto poderá estar envolvida uma organização nestas situações.

“Estamos tomar medidas e a investigar estes casos para perceber melhor até que ponto temos aqui, ou não, uma organização”, disse.

Em comunicado, o Ministério da Administração Interna (MAI) e o Serviço de Estrangeiros e Fronteiras (SEF) confirmaram que um cidadão de nacionalidade argelina, que fazia a viagem entre a Argélia e Casablanca, em Marrocos, saiu ilegalmente do aeroporto de Lisboa, na terça-feira, encontrando-se em parte incerta.

Segundo o MAI, “trata-se de uma situação de tentativa de imigração ilegal, tendo sido acionados os necessários mecanismos para estas situações”.

Este é o segundo caso do género em poucos meses. No final de julho, quatro homens foram detidos pela PSP no aeroporto de Lisboa por violação das regras de segurança, ao terem tentado fugir ao controlo de passaportes e "numa zona restrita", mais concretamente na pista de aterragem.

Na altura, a ministra da Administração Interna, Constança Urbano de Sousa, disse que a ação, perpetrada por quatro homens de nacionalidade argelina, não constituiu um ato de terrorismo, mas sim uma "tentativa desesperada de imigração ilegal".

Destes quatro argelinos, três já regressaram à Argélia, devendo o outro elemento abandonar Portugal no sábado.