Um voo humanitário procedente da Serra Leoa aterrou, nesta terça-feira, pelas 20:00 horas, no Aeroporto de Lisboa e obrigou à tomada de medidas especiais, apesar de todos os 66 passageiros norte-americanos, em trânsito, não apresentarem sintomas de terem contraído o vírus do ébola.

Num comunicado enviado à TVI, a ANA Aeroportos de Portugal informa que «não se trata de um voo para evacuação de doentes» e que todos os ocupantes do aparelho da transportadora Jet Asia Airways, proveniente de Freetown, «foram rastreados à partida (na origem) como medida de precaução» e que, «à chegada, e antes do desembarque da aeronave, todos os passageiros foram rastreados».

«Toda esta operação foi controlada por uma equipa médica e de enfermagem que fez o acompanhamento do voo, bem como por um técnico de segurança, sob orientação e coordenação da Direção Geral de Saúde», informa o comunicado.

Na quarta ou quinta-feira desta semana regressam a Portugal cinco portugueses que trabalham na Serra Leoa na exploração mineira. À TVI, um dos trabalhadores, Samuel Bonifácio, adiantou que «as empresas mineiras e as multinacionais na Serra Leoa estão a evacuar todos os estrangeiros esta semana».

Desde abril que o Governo português desaconselha viagens para a Serra Leoa devido à propagação do vírus do ébola.

Nesta terça-feira, a British Airways anunciou a suspensão, até 31 de agosto, dos voos de e para a Libéria e Serra Leoa, dois dos quatro países da África Ocidental atingidos pela epidemia de febre hemorrágica provocada pelo vírus Ébola.

A companhia aérea britânica mantinha quatro voos semanais para Monrovia, na Libéria, após uma escala em Freetown, na Serra Leoa, de onde provém o voo humanitário da Jet Asia Airways.

O mundo está em alerta com o vírus do ébola. Hoje foi conhecido que sacerdote espanhol da Ordem de São João de Deus e responsável do hospital católico de São José de Monróvia (capital da Libéria), Miguel Pajares, está infetado com o vírus Ébola, segundo adiantou a congregação a que pertence, bem como duas outras freiras que partilhavam o isolamento com o padre estão também infectadas com o vírus.

Também esta terça-feira, um norte-americano que regressou recentemente aos Estados Unidos da região de África afetada pelo vírus ébola foi internado num hospital de Nova Iorque, por suspeita de ter contraído o vírus.

O ébola já infetou 1603 pessoas, das quais 887 morreram.