«Os drones começam a ser uma realidade que necessita de enquadramento regulamentar e operacional. Recentemente foi reportado por pilotos a existência de drones na final [aproximação] da pista 03 de Lisboa, até uma altitude aproximada de 2.000 pés [cerca de 600 metros], sendo a dimensão do aparelho considerável e capaz de infligir sérios danos nas aeronaves», disse à agência Lusa o diretor deste organismo.




«Porém, todos estes drones voam de forma irregular sobre as nossas cabeças, bem como, em determinados momentos, entram em conflito com a aviação comercial, pondo em risco a sua operação. Uma vez que se multiplicam pequenos filmes na internet provando a existência destes aparelhos em território nacional, sem que haja qualquer restrição ao uso dos mesmos, urge também alterar o rumo da situação atual», defendeu Álvaro Neves.






«Portugal já parte atrasado»

«É preocupante que os pilotos, enquanto profissionais de elevado prestígio e conhecimento, saberem que, mais uma vez, as entidades portuguesas se atrasam de forma inacreditável em acompanhar este fenómeno que não irá certamente esperar pelas entidades portuguesas», sublinhou o presidente da APPLA.


«A APPLA, como sempre, está disponível para colaborar na elaboração de regulamentação que permita atender a esta realidade. Da parte de outras entidades, até ao momento, não recebemos qualquer pedido de colaboração, algo que nos preocupa, pois de forma alguma se deve regulamentar esta temática sem a colaboração dos pilotos», advertiu Miguel Silveira.

Lei está a caminho































O INAC afirma não saber quantos drones é que estão atualmente em atividade.

«Porquanto não existe, ainda, legislação que obrigue ao seu registo ou atribuição de número de controlo. Num futuro próximo dificilmente se justificará a imposição da obrigatoriedade do registo de aeronaves remotamente pilotadas que se enquadrem nas aeronaves designadas de ‘brinquedo’ ou mesmo nos aeromodelos», avisa a autoridade nacional aeronáutica.