O intenso nevoeiro atrasou este domingo o recomeço das buscas para localizar o piloto e a aeronave que se despenhou na sexta-feira ao largo de Sagres, no Algarve, com os trabalhos a serem retomados às 09:30, disse à Lusa uma fonte da Marinha.

«As buscas estão a iniciar-se, estava muito nevoeiro, mas agora começou a dissipar-se», afirmou à Lusa do capitão do porto de Lagos, Carvalho Pinto.

A mesma fonte disse que «foi montado um segundo sonar lateral do Instituto Hidrográfico na lancha salva-vidas Diligente, da estação de Sagres», que «chegou durante a noite com dois operadores» e vai também ser utilizado nas buscas.

O segundo dia de buscas terminou no sábado sem resultados, apesar de, durante a tarde, a Polícia Marítima (PM) ter empenhado nos trabalhos uma embarcação com sonar lateral e cinco elementos do seu grupo de mergulho forense, que ainda realizaram um mergulho «na zona de um possível contacto», mas sem resultados, disse na ocasião o comandante.

O objetivo das autoridades é utilizarem os dois sonares para «alargar o campo de buscas».

Na sexta-feira, após a queda da aeronave, o comandante do porto de Lagos revelou que tinham sido encontrados alguns objetos, nomeadamente calçado, documentos da aeronave e do tripulante e destroços do aparelho, como uma roda e fragmentos da fuselagem.

A mesma fonte disse, também, desconhecer os motivos que originaram a queda da aeronave, «não se sabendo se o intenso nevoeiro que existia na zona teve alguma relação» com o acidente.

As buscas realizam-se a sul do Porto da Baleeira, em Sagres, onde se presume que esteja a aeronave, numa profundidade entre os 22 e os 30 metros.

A avioneta Cessna despenhou-se cerca das 11:00 de sexta-feira e era pilotada por um homem português que, até agora, se encontra desaparecido.