Duas pessoas ficaram gravemente feridas, esta quinta-feira à tarde, na sequência da queda de um ultraleve no aeródromo de Beja.

Segundo adiantou, à TVI24, fonte do Comando Distrital de Operações de Socorro (CDOS) os dois feridos foram retirados do local, um deles consciente, e encaminhados para o hospital de Beja.

Há ainda a registar um terceiro ferido ligeiro, a primeira pessoa a prestar auxílio às vítimas, que se terá sentido mal.

No local estiveram 19 operacionais, apoiados por 8 veículos dos bombeiros, uma VMER e uma viatura da GNR.

Segundo a agência Lusa, ao despenhar-se, o ultraleve incendiou-se, mas o fogo foi extinto pelos bombeiros.

Os dois feridos são um homem de 66 anos e uma rapariga de 14, revelaram os bombeiros, o piloto e uma ocupante.

O ultraleve que se despenhou «é particular, não pertence a qualquer escola», disse o 2.º comandante da corporação dos Bombeiros de Beja, Pedro Barahona, que acrescentou que o acidente aconteceu na zona da pista do aeródromo.

«A aeronave está mesmo ao lado da pista, mas não sabemos se o acidente se deveu a uma tentativa de aterragem ou de descolagem», continuou.

Também contactado pela Lusa, Manuel Oliveira, vereador da Câmara de Beja responsável pela Proteção Civil, revelou que pelo menos o piloto é residente naquela cidade alentejana.

«Quando a aeronave caiu, a rapariga conseguiu sair pelo seu próprio pé. O piloto é que ficou em pior estado e teve de ser socorrido», afirmou.

No local, na altura da queda do ultraleve, «encontravam-se vários populares que praticam aeromodelismo e que, quando se aperceberam do acidente, acorreram à zona da pista para ajudar», relatou o vereador.

Entretanto, informaram as várias fontes contactadas pela Lusa, um dos populares que socorreram as vítimas também teve de ser assistido no local e foi depois transportado ao hospital, por se ter sentido «indisposto».

«Foi um popular que tentou apagar o incêndio da aeronave com um extintor e que inalou fumo, o que fez com que tivesse de ser assistido», disse o vereador Manuel Oliveira.