A Igreja Universal do Reino de Deus congratula-se com a abertura de um inquérito sobre os procedimentos do Ministério Público e a recolha de elementos pelo Conselho Superior de Magistratura, no caso das alegadas adoções ilegais.

A Igreja Universal do Reino de Deus (IURD) congratula-se com a abertura de um inquérito pela Procuradoria-geral da República (PGR) relativo aos procedimentos do Ministério Público, bem como a recolha pelo Conselho Superior de Magistratura (CMS) de todos os elementos pertinentes das decisões judiciais, na sequência das reportagens emitidas por alguns órgãos de comunicação social relativas a processos de adoção ocorridos há cerca de 20 anos”, indica um comunicado divulgado pela agência de comunicação da IURD.

A mesma nota dá conta que, “para a IURD, é essencial a conclusão clara e tão breve quanto possível destes inquéritos”, dando conta da sua “total disponibilidade para cooperar” com as duas entidades judiciais “em todos os atos que se mostrem necessários à descoberta da verdade”.

O Conselho Superior da Magistratura anunciou no sábado a intenção de recolher “todos os elementos pertinentes” para avaliar os procedimentos que antecederam as decisões judiciais nas alegadas adoções ilegais que envolveram elementos da IURD.

Dias antes, a procuradora-geral da República ordenou um inquérito sobre os procedimentos do MP no caso de crianças acolhidas num lar da IURD e que terão sido irregularmente encaminhadas para adoção.

Joana Marques Vidal determinou a abertura de um inquérito “com vista a averiguar a eventual existência de procedimentos incorretos ou irregulares" praticados pelo MP.

Na semana anterior, a PGR já tinha instaurado um inquérito-crime ao caso das adoções relacionadas com a IURD, partindo das notícias sobre aquele assunto.

A TVI exibiu uma série de reportagens denominadas "O Segredo dos Deuses", na qual noticiou que a IURD esteve alegadamente relacionada com o rapto e tráfico de crianças nascidas em Portugal.

Os supostos crimes terão acontecido na década de 1990, com crianças levadas de um lar em Lisboa, que teria alimentado um esquema de adoções ilegais em benefício de famílias ligadas à IURD que moravam no Brasil e nos Estados Unidos.

Segundo informações avançadas pela TVI, a IURD tem atualmente nove milhões de fiéis, espalhados por 182 países, 320 bispos e cerca de 14 mil pastores.

A IURD já refutou as acusações de rapto e de um esquema de adoção ilegal de crianças portuguesas e considera-as fruto de "uma campanha difamatória e mentirosa".