A Associação Nacional de Guardas (ANAG/GNR) disse hoje que a ministra da Administração Interna manifestou “pouca vontade política” em promover alterações no estatuto profissional que criem melhores condições de vida para os militares da GNR.

Em comunicado, a ANAG refere que os seus dirigentes saíram da reunião com a ministra Anabela Rodrigues “com dúvidas sobre a recetividade às propostas colocadas”, nomeadamente no que se refere ao horário de referência, promoções, reserva e reforma, férias e estatuto remuneratório.


No âmbito das reuniões de negociação sobre a alteração do estatuto dos militares da GNR, os dirigentes da ANAG reuniram-se na quinta-feira com Anabela Rodrigues, tendo ficado agendado um outro encontro para 09 de julho.

A ANAG rejeita a proposta de 40 horas do trabalho semanal a entrar em vigor em 2019, que as promoções sejam feitas por escolha dos superiores hierárquicas, a redução de 25 para 22 dias de férias e que não haja qualquer revisão no estatuto remuneratório de forma a repor os níveis corretos nas várias categorias e postos.

A Associação Nacional de Guardas não aceita também a propostas que estipula a reserva e reforma aos 36 anos de serviço e 55 de idade, sem qualquer percentagem para atenuar a penosidades profissionais.

“Face à pouca vontade política manifestada pela ministra da Administração Interna em promover alterações que produzam melhores condições de vida profissional e pessoal dos militares, à ANAG resta-lhe apelar ao bom senso e esperar que na próxima ronda negocial sejam apresentadas propostas finais que venham ao encontro das que foram defendidas pelas associações representativas dos militares da GNR”, refere ainda a associação.