O Ministério da Administração Interna (MAI) vai lançar, na terça-feira, dois concursos, no valor de 12 milhões de euros, para renovação e construção de quartéis de bombeiros e aquisição de veículos.

O secretário de Estado da Administração Interna, Jorge Gomes, avançou à agência Lusa que os dois avisos das candidaturas aos fundos comunitários vão ser lançados na terça-feira, estando também previsto outro dois concursos para outubro.

Segundo Jorge Gomes, o aviso das infraestruturas, que incluiu quartéis e centros distritais de operação e socorro (CDOS), vai abrir com uma dotação financeira inicial de sete milhões de euros, e o destinado à aquisição de viaturas dos bombeiros é de cinco milhões de euros.

O secretário de Estado adiantou que os dois concursos não são estanques, podendo o valor aumentar.

“Podemos ter alguma progressão no investimento, desde que não se chegue ao dobro", disse, sublinhando que, se o dinheiro for todo gasto agora, “não serão abertos os avisos de outubro”.

O que significa, segundo Jorge Gomes, que foram satisfeitas as necessidades das corporações de bombeiros.

“Está previsto um concurso em maio e outro em outubro, mas a abertura de outubro depende do comportamento de maio”, afirmou.

O secretário de Estado disse também que 47 candidaturas de bombeiros para infraestruturas não foram aprovadas em concursos anteriores, porque os critérios eram apertados.

Para estes novos concursos, estas candidaturas reprovadas vão poder candidatar-se novamente, não sendo necessário fazer novos projetos.

“Há um processo de rigor e maior transparência, mas não vamos complicar quem já se tinha candidatado e fez projetos caros”, disse.

O secretário de Estado disse que a aposta vai passar pela requalificação dos quartéis dos bombeiros, considerando que “quase ninguém necessita” de novas instalações, ao contabilizar “meia dúzia” de corporações de bombeiros.

“Há quartéis que têm algum estado de degradação, em que convém intervir já, porque assim resolvemos o problema com algum dinheiro. Se os deixarmos na situação em que estão, daqui a dois ou três anos já não existem”, sustentou.

Jorge Gomes destacou igualmente os casos dos quartéis dos bombeiros que estão nos centros de cidade e que precisam de ser expandidos, mas não existem condições para o seu alargamento.

Para estes casos, o secretário de Estado defendeu a construção de uma extensão do quartel destinada a área operacional fora do centro da cidade.

“As áreas social e de sede dos bombeiros mantêm-se no centro da cidade, enquanto a operacional, numa zona que crie condições para uma boa operacionalidade, para todo o sistema de proteção civil”, disse ainda.