O Ministério Público deduziu acusação contra Pedro Dias, que está a ser julgado no Tribunal da Guarda por vários crimes, num outro processo relacionado com um furto ocorrido, em 2012, no concelho de Évora.

A acusação foi divulgada na página de Internet do Departamento de Investigação e Ação Penal (DIAP) de Évora, sem indicar o nome do arguido, mas, fontes judiciais contactadas hoje pela agência Lusa, revelaram que o acusado é Pedro Dias.

O furto ocorreu há mais de cinco anos, na noite de 8 para 9 de março de 2012, na Herdade do Zambujal do Conde, situada na freguesia de Torre de Coelheiros, no concelho de Évora.

O arguido está acusado de um crime de furto qualificado, lê-se também comunicado. Foi possível esclarecer os factos “na sequência dos homicídios ocorridos em outubro de 2016 no centro do país”.

As fontes judiciais revelaram à Lusa que Pedro Dias tinha na sua posse uma arma que tinha sido furtada em Évora e que uma das testemunhas identificou o arguido como frequentador da herdade.

Além de armas, foram também furtadas da herdade obras de arte e artigos de arte equestre, num valor total calculado de cerca de 300 mil euros, referiram as fontes.

Pedro Dias está a ser julgado no Tribunal da Guarda por ser suspeito da autoria de três homicídios em Aguiar da Beira, em outubro de 2016.

Nesse processo, está acusado da prática de três crimes de homicídio qualificado sob a forma consumada, três crimes de homicídio qualificado sob a forma tentada, três crimes de sequestro, crimes de roubo de automóveis, de armas da GNR e de quantias em dinheiro, bem como de detenção, uso e porte de armas proibidas.

Atualmente em prisão preventiva, Pedro Dias, de 44 anos, esteve fugido um mês após os crimes de Aguiar da Beira, até se ter entregado às autoridades.