O Ministério Público acusou e pediu julgamento de um arguido pela prática de 22 crimes de roubo qualificado (dois na forma tentada) a instituições bancárias, entre 2010 e 2013, informou a Procuradoria Geral Distrital de Lisboa.

Segundo a PGDL, ficou indiciado que este arguido - agora em prisão preventiva - se dedicava «sistematicamente a assaltos a dependências bancárias como modo de vida», utilizando armas com a aparência de armas de fogo a fim de intimidar as pessoas.

Quanto aos disfarces habituais, a partir de certa altura passou a usar uma máscara de látex/silicone e uma cabeleira.

De acordo com a prova recolhida na investigação, nas duas dezenas de assaltos a dependências bancárias o arguido conseguiu roubar valores que oscilaram entre os 75 (BES de Mafra) e os 11.200 euros (BPN de Portomar, Mira).

Os assaltos verificaram-se em dependências bancárias situadas em localidades como Foz do Arelho, Alfeizerão, Alcobaça, Arruda dos Vinhos, Mafra, Mira, Guia, Calvão, Monte Redondo (Leiria), Alvaiázere, Pampilhosa (Mealhada), Abrigada, Amião, Tramagal, Abrantes, Chamusca, Cabaços e Montemor-o-Velho.

A investigação foi dirigida pela Unidade Especial de Combate ao Crime Especialmente Violento (UECCEV) do DIAP de Lisboa e executada pela Unidade Nacional de Combate ao Terrorismo (UNCT) da PJ, escreve a Lusa.