É uma tecnologia desenvolvida pela Active Space Technologies (AST), uma empresa localizada em Taveiro, Coimbra, e vai integrar uma missão científica ao planeta Mercúrio desenvolvida pelas agências espaciais europeia e japonesa. O projeto está previsto para janeiro de 2017.

A tecnologia em causa foi recentemente integrada num dos três veículos espaciais da missão BepiColombo, em desenvolvimento pelo parceiro japonês, e vai analisar os níveis de sódio da atmosfera do planeta Mercúrio. Numa nota de imprensa, o responsável da empresa, Ricardo Patrício, congratula-se pelo feito:

«Foi um dos primeiros protótipos que desenvolvemos para missões espaciais ainda em 2006 e é muito gratificante ver a nossa tecnologia a ser finalmente integrada nesta fase da missão»


O objetivo da missão espacial «será estudar de forma exaustiva o campo magnético do planeta, a sua magnetosfera, o interior e a superfície» de Mercúrio, o planeta do sistema solar mais próximo do sol.

Na página de internet da agência espacial europeia (ESA) lê-se que a missão BepiColombo está prevista para ser lançada em janeiro de 2017 e que os veículos espaciais - um de transporte e dois que irão orbitar em redor de Mercúrio ao longo de um ano, suportando temperaturas de cerca de 350 graus centígrados - demorarão sete anos a chegar ao planeta.