As 31 pessoas que ficaram desalojadas esta sexta-feira na ilha do Pico devido a uma derrocada vão ficar provisoriamente em casas de familiares e habitações arrendadas pelo Governo dos Açores, mantendo-se toda a zona afetada com acesso interditado.

O presidente da câmara de São Roque do Pico, concelho onde ocorreu a derrocada, disse à agência Lusa que nenhuma das famílias desalojadas terá, assim, de ficar no quartel dos bombeiros, local para onde foram inicialmente levadas.

Segundo Mark Anthony Silveira, aquelas 31 pessoas foram retiradas de oito moradias, havendo mais uma casa afetada, onde não estava ninguém, e que, ao contrário das outras, é uma residência de férias.

A zona permanece interditada, havendo «grande probabilidade» de essas nove casas não poderem voltar a ser habitadas, acrescentou.

Num comunicado, o Governo dos Açores acrescenta que as oito casas onde viviam as 31 pessoas desalojadas «foram evacuadas por questões de segurança» e que «a circulação automóvel e pedonal está interditada no arruamento municipal ao longo da zona afetada».

«O Governo Regional está a acompanhar a situação no local, assegurando todo o apoio necessário às famílias afetadas», assegura o executivo.

Mark Anthony Silveira explicou anteriormente à Lusa que «desde há algum tempo» que se «agravam os desabamentos e deslizamentos na linha de costa», com «a agravante», neste caso, de se «situar muito próximo da estrada municipal de São Miguel Arcanjo e das habitações».

«Contudo, os acontecimentos precipitaram-se desde a madrugada, com deslizamentos contínuos e cada vez mais graves», acrescentou.

A grande derrocada ocorreu por volta das 10:00 de hoje, seguindo-se outros deslizamentos, mais pequenos, ao longo do dia.

Além dos bombeiros e PSP, no local encontram-se também técnicos do Laboratório Regional de Engenharia Civil e do Centro de Informação e Vigilância Sismovulcânica dos Açores (CIVISA), que estão a monitorizar a evolução da situação na zona.