O embaixador dos Estados Unidos em Portugal disse esta quinta-feira que os EUA estão empenhados em honrar as suas obrigações com os Açores, apoiando projetos que criem emprego e riqueza, mas sublinhou que a iniciativa tem de partir dos açorianos.

«Os passos iniciais têm de vir do povo dos Açores, nós não conseguimos oferecer uma solução. Isso é irrealista. Não conseguiríamos fazer isso em Boston ou em S. Francisco ou em Filadélfia. O começo dessas soluções tem de vir das populações locais», afirmou Robert Sherman, citado pela Lusa, acrescentando que são os açorianos que têm de ter «as ideia»" que depois os EUA poderão alimentar, apoiar e ajudar a crescer, para serem bem-sucedidas.

«Estou pessoalmente empenhado nisso e esta é uma prioridade de Embaixada»


O embaixador falava aos jornalistas à margem do IV Fórum Franklin D. Roosevelt e depois de ter sido confrontado com as declarações do presidente do Governo dos Açores, Vasco Cordeiro, na abertura dos trabalhos, sobre a questão da base das Lajes.

Robert Sherman reiterou que os EUA têm uma «obrigação moral» em relação aos Açores e disse concordar com a citação de Roosevelt usada por Vasco Cordeiro sobre a «política de boa vizinhança» entre Estados.

«A forma como podemos honrar as nossas obrigações como vizinhos é ajudar no desenvolvimento de atividades económicas nos Açores». «Não faz qualquer sentido» que haja na ilha Terceira uma dependência de um único empregador, seja ele uma empresa ou a Força Aérea dos EUA


O embaixador enfatizou que os EUA estão comprometidos em ajudar a procurar e a pôr no terreno programas e projetos que construam uma nova base económica para a Terceira e criem novos postos de trabalho e indústrias.«É isso que podemos fazer para ajudar o povo dos Açores», enfatizou.