Notícia atualizada às 16:39

Mais de trinta pessoas ficaram desalojadas esta sexta-feira, na ilha do Pico, nos Açores, na sequência de uma derrocada de grandes dimensões na encosta de São Miguel Arcanjo, zona que continua «muito instável» e onde a circulação está interdita.

A derrocada ocorreu por volta das 10:00, segundo o comandante Fernando Andrade, dos Bombeiros Voluntários de São Roque do Pico.

O comandante Fernando Andrade adiantou que estas pessoas «vão ser realojadas por uma questão de precaução», já que à derrocada grande «estão a suceder-se pequenas outras».

Segundo o comandante, a derrocada de maior dimensão «não provocou feridos e só atingiu uma parte de uma terra cultivada com milho».

O presidente da Câmara Municipal de São Roque do Pico, Mark Anthony Silveira, acrescentou, em declarações à Lusa, que 31 pessoas foram retiradas das suas casas, por estarem em risco «nove habitações, uma delas pertencente a cidadãos estrangeiros que apenas passam férias na ilha».

«Estas habitações não poderão ser habitadas. As pessoas foram todas evacuadas a seu tempo. Algumas foram para casa de familiares e outras para o quartel dos bombeiros e estão a ser acompanhadas pelo gabinete de ação social da câmara municipal e pelos serviços da Secretaria Regional da Solidariedade Social [do Governo dos Açores], para que o realojamento seja feito o mais rápido possível», indicou.

De acordo com o autarca, «desde há algum tempo» que se «agravam os desabamentos e deslizamentos na linha de costa», com «a agravante», neste caso, de se «situar muito próximo da estrada municipal de São Miguel Arcanjo e das habitações».

«Contudo, os acontecimentos precipitaram-se desde a madrugada, com deslizamentos contínuos e cada vez mais graves», adiantou ainda, acrescentando que «continuam a ocorrer deslizamentos».

Foi delimitado «um perímetro de segurança e é desaconselhável o trânsito pedonal e automóvel» na zona, segundo disse ainda Mark Anthony Silveira.

O autarca salientou também que «desde a primeira hora tem sido mantido contacto com o Serviço Regional de Proteção Civil, que acionou todos os mecanismos e todas as entidades do Governo [Regional] na ilha estão a acompanhar a situação e a disponibilizar os seus meios».

Além dos bombeiros e PSP, no local encontram-se também técnicos do Laboratório Regional de Engenharia Civil e do Centro de Informação e Vigilância Sismovulcânica dos Açores (CIVISA), que estão a monitorizar a evolução da situação na zona.