Cerca de quatro dezenas de trabalhadores formam esta sexta-feira o primeiro grupo de funcionários portugueses a deixar a base das Lajes, na ilha Terceira, depois de terem assinado rescisões por mútuo acordo.

Até março, este número deverá crescer para cerca de quatro centenas, com a saída faseada, quinzenalmente, dos trabalhadores, no âmbito da redução da presença norte-americana na base.

O presidente da Comissão Representativa dos Trabalhadores (CRT) portugueses da base das Lajes, Bruno Nogueira, disse à Lusa que o processo "parece bem encaminhado" e que os trabalhadores que aceitaram sair "sentem que este é o passo lógico".

As rescisões por mútuo acordo já terão sido todas assinadas, apesar de a CRT não saber ao certo se os 421 trabalhadores a quem foi proposto o acordo aceitaram assiná-lo.

Na última reunião da Comissão Bilateral Permanente entre Portugal e os Estados Unidos da América (EUA), realizada, em Washington, a 17 de junho, os norte-americanos comprometeram-se a aumentar o número de vagas a manter para trabalhadores portugueses de 378 para 405.

Depois dessa reunião, foi realizado um inquérito vinculativo aos trabalhadores portugueses e 440 manifestaram interesse em assinar rescisões por mútuo acordo.

Atualmente, a base das Lajes tem cerca de 790 trabalhadores permanentes, o que significa que bastariam 395 despedimentos para manter as 405 vagas pretendidas, por isso os norte-americanos enviaram apenas 421 cartas a propor rescisão.

Entre os que aceitaram deixar a base das Lajes estão muitos que já têm idade de reforma e outros que com 45 anos de idade, 15 de descontos e 10 de serviço na base das Lajes têm acesso a uma pensão extraordinária, até que atinjam a idade da reforma.

No entanto, segundo Bruno Nogueira, uma minoria aceitou rescindir o contrato apenas com direito à indemnização, porque pretende "dar um novo rumo" à vida, noutra empresa na ilha ou até noutro país.

Bruno Nogueira estima que a maior parte dos funcionários abandone a base a 25 de setembro e a 9 de outubro