Da Justiça à Saúde ou Educação, foram vários os acontecimentos que captaram a atenção mediática,sendo que muitos afetaram diretamente os portugueses.

A crise no Grupo Espírito Santo e o colapso do BES foi um dos casos mais importantes do ano. Um problema para o país que lesou os acionistas do banco e exigiu a intervenção do Estado. Incongruências na forma como o caso foi tratado e exposto na esfera pública instalou as dúvidas: quem sabia da condição do BES? Quem dispunha de informação privilegiada? Para já, ainda não há culpados.



Em 2014 vimos pela primeira vez na história do país um ex-primeiro ministro a ser detido e posteriormente preso. José Sócrates é suspeito de crimes de fraude fiscal, branqueamento de capitais e corrupção. A Operação Marquês envolve ainda o amigo de longa data e advogado Carlos Santos Silva e o motorista João Perna.

Se na Justiça o caso Sócrates começou, o caso Face Oculta chegou ao fim, com o ex-ministro socialista Armando Vara a ser condenado a uma pena única de cinco anos de prisão efetiva, por três crimes de tráfico de influência. A mesma pena foi aplicada ao ex-presidente da REN (Redes Energéticas Nacionais) José Penedos. De resto, os 36 arguidos foram todos condenados a penas de prisão, apesar de apenas 11 terem ficado sujeitos a penas de prisão efetiva.



Os Vistos Gold geraram outro dos casos do ano. Em causa um esquema de corrupção e tráfico de influência que levou à detenção de dirigentes e altos quadros da Administração Pública, como o diretor do Serviço de Estrangeiros e Fronteiras, o presidente do Instituto de Registos e Notariado e a secretária-geral do Ministério da Justiça. Um embaraço para o Governo que levou à demissão do ministro Miguel Macedo.



O país viu os tribunais em estado de «Citius». A plataforma informática foi implementada no contexto da reforma do mapa judiciário, mas os problemas no sistema afetaram gravemente o funcionamento dos tribunais e da Justiça.

Na educação, os problemas na colocação de professores deixaram profissionais, alunos e pais à beira de um ataque de nervos. Em algumas escolas, a atividade letiva completa só chegou dois meses depois do início estipulado. O Ministro da Educação, Nuno Crato, assumiu o erro, mas recusou demitir-se.

Sem casos de ébola, Portugal viu-se a braços com a bactéria legionella que, na reta final de 2014, esteve no centro das atenções mediáticas. O surto provocou cerca de 350 casos de infeção e dez vítimas mortais. A origem da bactéria foi identificada: uma torre de arrefecimento da empresa Adubos de Portugal, em Vila Franca de Xira.




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