O número de mortes e feridos graves aumentou nos dois primeiros meses do ano em vias classificadas como itinerários Principal (IP) e Complementar (IC), embora o total de acidentes com vítimas tenha diminuído relativamente ao período homólogo de 2012.

Dados da Autoridade Nacional de Segurança Rodoviária (ANSR) indicam que 16 mortos resultaram dos 145 acidentes com vítimas nos meses de janeiro e fevereiro de 2013 na rede de IP e IC, que inclui o IC1, onde morreram sete pessoas no sábado e duas na véspera, num troço perto de Ourique.

Os 145 acidentes provocaram 16 mortes, 26 feridos graves e 217 feridos ligeiros.

No mesmo período em 2012, ocorreram mais 12 acidentes com vítimas naquelas vias e morreram sete pessoas, 21 ficaram feridas com gravidade e 201 apresentaram ferimentos leves.

A ANSR, que não dispõe de mais dados consolidados relativos àquelas vias, sublinhou à agência Lusa que «os fatores que contribuem para a ocorrência de acidentes rodoviários são múltiplos e complexos».

Salientando que os dois acidentes perto de Ourique «encontram-se em investigação», da responsabilidade da «força de segurança que tomou conta da ocorrência», a ANSR garantiu que não tem «dados oficiais» de eventual aumento do volume de tráfego nos IP e IC, com os automobilistas a evitarem as autoestradas com portagem.

No entanto, ressalva a ANSR que não é «assim possível estabelecer, de forma rigorosa, uma relação» entre o alegado aumento do fluxo de trânsito «com a sinistralidade registada».

A ANSR esclareceu ainda que apenas três «pontos negros» se situam em IP e IC, de entre os 33 identificados em todas as vias portuguesas no ano passado.