O condutor e o proprietário da carrinha envolvida no acidente de viação em que morreram 12 portugueses, a 24 de março de 2016, vão ser julgados a 13 de junho, de acordo com o advogado do motorista português.

A data da audiência foi fixada na semana passada. Vai ser a 13 de junho de 2018 em Moulins”, afirmou à Lusa Antoine Jauvat, advogado do jovem condutor que tinha 19 anos na altura do acidente.

O advogado adiantou que foi rejeitado o pedido de modificação do controlo judiciário do seu cliente para que este pudesse esperar em Portugal a data do julgamento.

Fizemos um pedido de modificação do controlo judiciário do meu cliente para que ele pudesse ter a autorização de voltar para a casa dos pais enquanto aguarda o processo e para que não esteja sozinho à espera. Atualmente ele está em liberdade mas não pode sair de França. O meu pedido foi indeferido ontem [quarta-feira]”, explicou.

Antoine Jauvat acrescentou que o português “está há dois anos em França, longe da sua família”, que “teve cinco vezes autorização para ir a Portugal em curtas estadas” e que “sempre voltou para França e respeitou o pedido” da justiça.

O jovem, que trabalha numa empresa de construção civil em França, está sob controlo judiciário com a “obrigação de ficar em França, de seguir um tratamento psicológico e de se apresentar uma vez por semana no posto de polícia para assinar um documento e mostrar que continua no país”.

O advogado precisou, também, que “nada impede que se faça um novo pedido para uma curta estada” em Portugal antes de 13 de junho.

O condutor e o proprietário do veículo tinham sido acusados de homicídio involuntário e ferimentos involuntários agravados.

As 12 vítimas mortais, com idades entre os 7 e os 63 anos, viviam na Suíça e deslocavam-se a Portugal numa carrinha de seis lugares que embateu frontalmente com um veículo pesado na Estrada Nacional 79, na localidade de Moulins, um troço da RCEA (Estrada Centro Europa e Atlântico).

A RCEA é conhecida como "a estrada da morte" e foi classificada como "a estrada mais perigosa de França" pelo jornal Libération, em fevereiro do ano passado, numa reportagem que revelava que o tráfego é de "10.000 veículos por dia, 40% são veículos pesados".