O diretor de um rancho folclórico das Caldas da Rainha foi condenado esta sexta-feira a uma pena de prisão suspensa de três anos por abusos sexuais de duas menores do grupo e ao pagamento de dois mil euros a uma delas.

O acórdão foi lido no Tribunal das Caldas da Rainha, cujo coletivo considerou provado que o diretor do Rancho Folclórico Os Oleiros, integrado na associação Arneirense, cometeu dois crimes de abuso sexual.

Os crimes ocorreram, no caso de uma das vítimas, entre 2008 e 2010 (entre os oito e os 10 anos) e, no caso da segunda vítima, então com 12 anos, entre fevereiro e julho de 2010.

O tribunal considerou provado que o diretor do rancho, onde as menores dançavam, praticou «atos sexuais de relevo» contra a vontade das mesmas, por várias vezes, nas instalações da coletividade ou quando as transportava a casa, no final dos ensaios.

O coletivo sustentou que o homem, de 60 anos, procurou «satisfazer os seus impulsos sexuais» através de atos considerados «ofensa séria e grave à integridade sexual das menores», que não confessou durante o julgamento, «não mostrando arrependimento», sublinhou o juiz Paulo Coelho.

Atendendo à idade das crianças, à «estigmatização de que foram vítimas» e ao facto de o diretor do rancho «ter a obrigação de tomar conta delas», o tribunal decidiu condenar o dirigente associativo a uma pena de dois anos e três meses por cada um dos crimes, cometido de forma sucessiva.

Em cúmulo jurídico a pena foi reduzida a três anos, suspensos por igual período, na condição de o homem pagar uma indemnização de dois mil euros a uma das menores e de não participar em atividades do rancho nas quais estejam incluídas menores.