Apesar de a lei que permite o aborto por opção da mulher até às 10 semanas de gestação ter reduzido o aborto clandestino, a médica Mara Carvalho lembra que continua a haver mulheres que o praticam, com “o recurso ao aborto medicamentoso a ser o método mais utilizado”.


“Chegam às consultas e nem sabem muito bem o nome do medicamento que tomaram, nem quem o arranjou, referindo ter sido um namorado ou uma amiga que o conseguiu”, conta à Lusa.








“Devia ser alargada a intervenção medicamentosa nos centros de saúde, sobretudo para colmatar assimetrias nas regiões em que muitos obstetras nos hospitais são objetores de consciência”, disse à Lusa, explicando que apenas no centro de saúde de Amarante são realizados abortos medicamentosos.