
O Ministério da Saúde revelou, nesta terça-feira, que mandou investigar as suspeitas de realização de abortos ilegais na urgência do Centro Hospitalar de Torres Vedras, uma situação noticiada pela RTP.
Em resposta por escrito enviada à agência Lusa, o Ministério da Saúde adiantou que o caso «será objeto de investigação por parte da Inspeção Geral das Atividades da Saúde e terá as devidas consequências».
A RTP noticiou hoje que um ginecologista, a prestar serviço na urgência do Centro Hospitalar de Torres Vedras, é suspeito de efetuar abortos ilegais a troco de dinheiro, após a denúncia de uma mulher.
A televisão pública transmitiu uma conversa mantida no respetivo consultório entre o médico e a jornalista, fazendo-se passar por grávida, no âmbito de uma investigação jornalística.
Na conversa, o ginecologista informa-a de que a pode ajudar a fazer uma interrupção voluntária da gravidez, caso se desloque na quarta-feira à urgência do hospital e se inscreva para ser assistida sob o pretexto de estar a perder sangue para ser atendida.
Em troca, o médico pediu entre 350 a 400 euros para efetuar o aborto.
Contactada pela Lusa, a administração do Centro Hospitalar de Torres Vedras optou pelo silêncio esclarecendo apenas que, após conhecer o que se estava a passar, «procedeu de imediato a averiguações», que agora prosseguem pela Inspeção Geral das Atividades da Saúde.