Por: Redacção / CP | 24- 8- 2010 15: 38
O director-geral da Prevenção Rodoviária Portuguesa (PRP) defende a realização «obrigatória e séria» de auditorias de segurança
rodoviária aos projectos de construção das estradas, mas antes de estarem feitas, escreve a Lusa.
A propósito do
acidente na A25, na segunda-feira, em Sever do Vouga, que causou seis mortos e 72 feridos, José Manuel Trigoso defendeu a
reformulação de «toda a parte que diz respeito à concepção das estradas, inclusivamente introduzir de forma obrigatória e
séria as auditorias de segurança rodoviária às estradas a nível dos projectos e não depois de estarem feitas».
Manuel
Trigoso lamentou não haver essa cultura em Portugal: «Não consigo compreender. Está pronto um projecto para regulamentar
as auditorias às estradas - bem feito por um conjunto de entidades ¿, mas há anos que está na gaveta do poder sem ser publicado.»
O
responsável lastimou ainda que os grupos de trabalho que começaram a trabalhar com regularidade no âmbito da estratégia nacional
da segurança rodoviária tenham deixado de trabalhar quando foi aprovado o documento.
«O objectivo era fazer o documento,
mas o documento é um meio para depois se levar à prática a realização de todos aqueles objectivos», sustentou, considerando
que há «uma falta de coordenação».
Para Trigoso, é «inegável» que o sistema português tem melhorado, mas «não o suficiente»:
é necessário desenvolver «uma cultura de segurança rodoviária, com a formação de condutores de qualidade, um controlo do comportamento
dos utentes, do desempenho das infra-estruturas, da manutenção dos veículos, etc.»
Como prioridades, destaca a necessidade
de reduzir, em termos médios, a velocidade, e «que se conduza com menos álcool e provavelmente outros tipos de substâncias
que também influenciam a condução».
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