A 85.ª Feira do Livro de Lisboa, inaugurada este domingo, é “a maior e a melhor de que há registo”, disse o presidente de Câmara de Lisboa, que se referiu ao setor livreiro com “grande pujança, vitalidade e dinamismo”.

Fernando Medina, que falava na abertura da Feira, disse que o atual bom momento que o setor vive era impensável “há dez ou 15 anos, quando se debatia a revolução digital”, que parecia anunciar o fim do livro.

Na realidade, “o livro venceu o digital”, disse o autarca, rematando em seguida que “a magia do livro, nada a substitui”.

O presidente da Associação Portuguesa de Editores e Livreiros (APEL), João Alvim, realçou o esforço feito pelos empresários “num tempo de incerteza e mudança”, caracterizado por “alterações no [comércio de] retalho, pelo comércio concentrado, desrespeito pela lei do preço fixo, pelos desafios colocados pelos novos media, a pirataria e a lei ‘copyright’”.

Um quadro “desafiante”, disse o responsável, ao qual os editores e livreiros responderam com “iniciativa, criatividade, ousadia, risco e reconversão”.

A Feira, com um número recorde de 123 participantes e 271 pavilhões, é um exemplo dessas capacidades, disse João Alvim, adiantando que estão previstas “mais de mil iniciativas” para os esperados 600.000 visitantes.

O secretário de Estado da Cultura, Jorge Barreto Xavier, realçou também a “relevância inquestionável da Feira do Livro na vida cultural de Lisboa e do país”, e elogiou os esforços da APEL em cativar para o certame todas as pessoas, mesmo as que não têm hábitos frequentes de leitura, “através das várias atividades complementares”.