O ministro da Administração Interna decidiu prolongar o dispositivo de combate a incêndios até ao dia 15 de novembro, "incluindo meios aéreos, meios humanos e postos de vigia".

Segundo comunicado do ministério, a decisão tem em conta as "condições meteorológicas adversas" e a "manutenção do risco elevado de incêndios florestais".

Este prolongamento implica que estarão disponíveis, até ao dia 15 de novembro, 35 meios aéreos de combate aos fogos, além de 72 postos de vigia das florestas, assim como as Equipas de Manutenção e Exploração de Informação Florestal, da GNR. 

O dispositivo abrange ainda 6957 operacionais, entre os quais 3100 bombeiros.

"Inclui ainda patrulhamento ostensivo no terreno por parte das Forças Armadas, em articulação com a GNR e a PSP."

O Governo também prolongou a proibição de lançar foguetes e fazer queimadas e fogueiras nos espaços florestais.

A prorrogação até 15 de novembro do período crítico no âmbito do Sistema de Defesa da Floresta contra Incêndios foi hoje publicada em Diário da República e é justificada pelas “circunstâncias meteorológicas excecionais”.

Nesse sentido, nos espaços agrícolas e florestais continua a ser proibido, até 15 de novembro, fumar, fazer lume ou fogueiras, fazer queimadas e lançar foguetes e balões de mecha acesa, além de fumigar ou desinfestar apiários, salvo se os fumigadores estiverem equipados com dispositivos de retenção de faúlhas, e fazer circular tratores, máquinas e veículos de transporte pesados que não tenham extintor, sistema de retenção de faúlhas ou faíscas e tapa-chamas nos tubos de escape ou chaminés.

Esta é a terceira vez que o Governo prolonga o período crítico de incêndios, que inicialmente estava previsto para terminar a 30 de setembro.