O número de casos diagnosticados de ‘legionella’ com ligação ao Hospital CUF Descobertas subiu para 14, três dos quais estão em unidades de cuidados intensivos, segundo informação da Direção-Geral da Saúde (DGS).

Os 14 casos, mais um em relação a um balanço anterior feito hoje pela DGS, incluem nove mulheres e cinco homens.

Entretanto, dos dos dois novos casos reportados esta quarta-feira ligados ao Hospital CUF Descobertas, em Lisboa, um já teve alta da urgência e está a ser medicado em casa, segundo informou a unidade de saúde.

Trata-se de uma mulher, de 53 anos, que foi por sua iniciativa ao hospital e "diagnosticada numa fase precoce", não apresentando "sinais de gravidade" de infeção.

Quanto ao segundo caso, é um homem de 77 anos que se encontra internado, "depois de ter sido contactado pelo hospital e aconselhado a dirigir-se ao atendimento permanente caso apresentasse sintomas", refere o CUF Descobertas em comunicado.

O surto de ‘legionella’ surgiu no passado fim de semana e poderá estar ligado à rede de águas do hospital, que está a contactar todas as pessoas que ali estiveram internadas entre os dias 6 e 25.

Na segunda-feira, quando havia seis doentes notificados, o diretor clínico adjunto do hospital, Paulo Gomes, admitia que pudessem surgir mais casos, mas garantia a segurança do hospital para doentes e trabalhadores.

Um comunicado da DGS refere que "as autoridades de saúde, em articulação com o Conselho de Administração do Hospital CUF Descobertas e em colaboração com o Instituto Nacional de Saúde Dr. Ricardo Jorge, mantêm a necessária intervenção junto do hospital com o objetivo de assegurar o diagnóstico e tratamento dos doentes, o reforço da vigilância epidemiológica, o reforço da vigilância ambiental e a implementação das medidas necessárias para interromper a transmissão", sublinhando que essas medidas foram já aplicadas.

A bactéria “Legionella pneumophila” é responsável pela doença dos legionários, uma forma de pneumonia grave que se inicia habitualmente com tosse seca, febre, arrepios, dor de cabeça, dores musculares e dificuldade respiratória, podendo também surgir dor abdominal e diarreia. A incubação da doença tem um período de cinco a seis dias depois da infeção, podendo ir até dez dias.