A equipa da Polícia Marítima (PM) em missão na ilha grega de Lesbos resgatou mais 47 migrantes e refugiados do mar Egeu durante uma patrulha de controlo de fronteiras da União Europeia (UE), foi hoje divulgado.

Num comunicado, a Autoridade Marítima Nacional (AMN) referiu que o resgate destes 47 migrantes, seis dos quais bebés e crianças, aconteceu na manhã da passada quinta-feira (dia 28).

No grupo de migrantes e refugiados constavam ainda 10 mulheres, incluindo uma grávida de cinco meses, e 31 homens.

O grupo viajava num bote que estava a atravessar as águas do mar Egeu, dirigindo-se para a Grécia.

A AMN adiantou que os migrantes e refugiados socorridos eram oriundos do Afeganistão, Angola, Caxemira, Congo, Eritreia, Mali, Paquistão e Síria.

Depois de resgatados, foram levados para o porto grego de Skala Sikaminea, onde desembarcaram em segurança e ajudados por elementos da guarda-costeira da Grécia e da agência Frontex, que fazem o controlo de refugiados e migrantes.

Também receberam apoio médico de médicos voluntários ao serviço de ONGs (organizações não-governamentais) a trabalhar na ilha.

Na sexta-feira, a AMN já tinha dado conta do resgate, na passada quarta-feira, de outros 31 migrantes e refugiados do mar Egeu.

Uma equipa da Polícia Marítima, composta por 13 elementos, está no mar Egeu, na Grécia, desde 01 de outubro do ano passado, no âmbito de uma operação da Agência Europeia da Gestão da Cooperação Operacional nas Fronteiras Externas dos Estados-Membros da União Europeia (Frontex).

A operação, denominada “Poseidon Sea 2015”, tem “o objetivo de cooperar no controlo e vigilância das fronteiras marítimas gregas e no combate ao crime transfronteiriço".

Segundo a AMN, a patrulha portuguesa resgatou, até ao momento, 3.355 refugiados e migrantes, 851 bebés e crianças e 726 mulheres, e deteve cinco facilitadores.

A PM vai manter o seu apoio à guarda-costeira grega até 30 de setembro de 2016.

ONU apela a proteção e respeito pelos direitos humanos

O secretário-geral das Nações Unidas, Ban Ki-moon, fez hoje um apelo para que se "protejam e respeitem" os direitos humanos de todos os migrantes e refugiados numa mensagem a propósito do Dia Internacional contra o Tráfico de Seres Humanos.

Ban Ki-moon recordou que atualmente dezenas de milhões de pessoas enfrentam obstáculos físicos e barreiras burocráticas em busca de refúgio em todo o mundo, alertando que estas pessoas estão sujeitas a exploração por traficantes e a violações dos seus direitos humanos.

"Os traficantes de pessoas aproveitam-se dos mais vulneráveis e desesperados e, para pôr fim a esta prática desumana, devemos fazer mais para proteger os migrantes e os refugiados, sobretudo os mais jovens, as mulheres e as crianças", afirmou o secretário-geral.