A Câmara de Mafra pediu ao Governo a abolição das portagens nos troços Venda do Pinheiro-Malveira e Mafra Este-Mafra Oeste da autoestrada A21, para descongestionar o trânsito nas localidades da Venda do Pinheiro, Malveira e Mafra.

Na assembleia municipal de quinta-feira à noite, o presidente da câmara, Hélder Sousa Silva, disse que se reuniu com o secretário de Estado das Infraestruturas, Guilherme d’Oliveira Martins, a quem propôs abolir as portagens nos troços entre Venda do Pinheiro-Malveira e Mafra Este-Mafra Oeste.

O autarca justificou a proposta com a necessidade de “garantir uma maior fluidez de trânsito” dentro das vilas de Mafra e Malveira e da localidade da Venda do Pinheiro, e sublinhou que o tráfego automóvel vai continuar a aumentar, em resultado do aumento da população que se verifica desde há vários anos no concelho.

Hélder Sousa Silva lembrou que foi com esse objetivo que a A21 (Malveira/Mafra/Ericeira) foi construída.

Ainda sem resposta do Governo, a autarquia pretende “continuar a lutar” para alcançar o objetivo.

Segundo os últimos Censos, de 2011, Mafra era o concelho do país que mais tinha crescido em população na última década.

No período de intervenção do público da assembleia municipal, um cidadão alertou para o congestionamento do tráfego nos principais acessos a Mafra e à Malveira, provocado pelo trânsito local.

Os condutores optam por continuar a usar as estradas nacionais e circular pelo meio das duas vilas, para fugir ao pagamento de portagens na A21.

A portagem custa 0,30 euros entre Malveira-Venda do Pinheiro e 0,70 euros entre Mafra Este e Mafra Oeste.

Em 2016, o executivo municipal tinha aprovado, por unanimidade, uma moção, apresentada pelo PS, a pedir a diminuição das portagens nas autoestradas A8 e A21, após a redução da velocidade naquelas vias.

Mafra, no distrito de Lisboa, foi a única câmara do país a construir uma autoestrada, tendo o primeiro troço da A21 sido inaugurado em 2005.

Em 2008, a Câmara propôs à empresa Estradas de Portugal a venda da autoestrada (construída pela autarquia), por estar a acumular prejuízos diários calculados em 30 mil euros com a gestão e manutenção da via. O acordo foi fechado em 2009, mas só em março de 2012 a transferência da concessão se concretizou.

O acordo do negócio previa, até 2014, o pagamento pela Estradas de Portugal de 260 milhões de euros.

Em fevereiro de 2011, o município decidiu extinguir a empresa MafraAtlântico, criada para gerir a autoestrada.