Os três suspeitos detidos na semana passada por burla qualificada e que conseguiram adquirir mais de 43.000 euros ficaram em prisão preventiva, indicou esta segunda-feira a Procuradoria-Geral Distrital de Lisboa (PGDL).

A PGDL adianta que os três homens dedicavam-se a contactar pessoas com imóveis à venda e, mostrando-se interessados na sua aquisição, diziam possuir, em Angola, “avultadas quantias em dinheiro” para investir.

No entanto, alegando ser “muito difícil trazer tais montantes para Portugal”, optaram por aplicar nas notas uma tinta preta que impossibilita a sua deteção no controlo de raio X do aeroporto.

Segundo a PGDL, os três detidos faziam uma demonstração deste procedimento junto das vítimas, que convictas da sua eficácia e sob promessa do recebimento de avultadas quantias em dinheiro, são convencidas a pagar o preço da aquisição de novas garrafas daquele líquido.

Aquele organismo do Ministério Público refere que os três detidos conseguiram, com esta conduta, que lhes fosse entregue a quantia total de 43.850 euros.

Os três homens foram constituídos arguidos e presentes a primeiro interrogatório judicial, tendo sido ordenada a prisão preventiva.

A PGDL avança ainda que, entretanto, foi detido um outro suspeito que vai ser presente, na terça-feira, a primeiro interrogatório judicial.

A investigação vai continuar na terceira secção do Departamento de Investigação e Ação Penal (DIAP) de Lisboa com a coadjuvação da Polícia Judiciária.