Os trabalhadores do grupo Águas de Portugal (AdP), reunidos na terça-feira em plenário, decidiram fazer greve em abril, caso a empresa não responda positivamente às propostas de aumento salarial e uniformização de direitos, nomeadamente nos subsídios.

“Se não houver resposta positiva à nossa carta reivindicativa, os trabalhadores do grupo Águas de Portugal vão fazer greve, o que acontece pela primeira vez na empresa”, disse à agência Lusa o dirigente sindical Joaquim Sousa.

A decisão foi tomada em plenário promovido pelo Sindicato dos Trabalhadores da Administração Local e Regional (STAL), estando neste momento em discussão o dia da greve, sendo certo que, a realizar-se, será “antes do 25 de Abril”, de acordo com a mesma fonte.

A principal reivindicação é um aumento salarial, frisou o dirigente, sublinhando que os trabalhadores não têm aumentos desde 2010 e a empresa apresentou, este mês, no Relatório e Contas de 2017, um lucro de 50 milhões de euros da EPAL.

“Há outras questões, como a uniformização de direitos, há discriminações entre os trabalhadores, uns recebem subsídios que outros não têm, mas a questão principal são os aumentos salariais”, explicou.

As 35 horas de trabalho estão também entre os motivos alegados na convocatória do plenário.

De acordo com o sindicato, a reestruturação do grupo Águas de Portugal, conduziu a alterações no âmbito geográfico das empresas, ”impondo deslocações e alterações dos locais de trabalho, de horários e, acima de tudo, à situação de trabalhadores com as mesmas funções e antiguidade, auferirem remunerações completamente diferentes”.

Na semana passada, as comissões de trabalhadores do grupo AdP consideraram que a falta de funcionários e a precariedade laboral vivida naquelas empresas podem comprometer o serviço público que prestam.