A PJ deteve esta quarta-feira o presidente da Associação dos Agentes de Execução durante buscas a escritórios e casas de solicitadores de execução numa investigação sobre suspeitas de apropriação de dinheiro, disse à Lusa fonte ligada ao processo.

A PJ, dirigida sob a orientação do Departamento de Investigação e Ação Penal de Lisboa (DIAP) efetuou hoje várias buscas em Lisboa e outros locais a agentes de execução (cobrança de dívidas), tendo detido Francisco Duarte.

Entretanto a Comissão para o Acompanhamento dos Auxiliares de Justiça (CAAJ), que fiscaliza os chamados auxiliares de justiça, referiu em comunicado que «detetou comportamentos passíveis de integrarem ilícitos», tendo informado as autoridades.

A CAAJ e o DIAP celebraram um protocolo institucional que simplifica a colaboração e a articulação entre as duas entidades nos casos que tenham relevância criminal para o Ministério Público.

Contactado o presidente da Câmara dos Solicitadores, José Carlos Resende, disse à Lusa ter sido informado da realização das buscas pela Polícia Judiciária (PJ), sublinhando que o sistema informático implementado no setor permite «detetar facilmente» quaisquer irregularidades, melhorando muito o «trabalho geral de fiscalização» da atividade dos agentes de execução.

José Carlos Resende mostrou-se satisfeito com a atuação policial porque, disse, tem um efeito «profilático» e preventivo numa atividade que envolve 1.300 profissionais que, anualmente, movimentam entre 500 e 600 milhões de euros.