Os dois incêndios que deflagraram sábado no Parque Natural do Douro Internacional, e que chegaram a ser dados como dominados, sofreram alguns reacendimentos mercê do vento intenso que sopra na região, disse à Lusa fonte dos bombeiros.

Segundo o comandante dos Bombeiros de Freixo de Espada à Cinta, Sá Lopes, ventos intensos, de cerca de 70 quilómetros por hora, provocaram vários reacendimentos e, face à situação atual, os incêndios "não estão dominados", embora estejam de "certa forma controlados".

Os dois incêndios que lavram na área protegida do Parque Natural do Douro Internacional já provocaram graves danos em culturas agrícolas e na vegetação autóctone na área protegida.

O incêndio em Picote, no concelho de Miranda do Douro, começou em Espanha, galgou o rio Douro e alastrou-se ao concelho Miranda do Douro, distrito de Bragança, tendo chegado a isolar a localidade de Barrocal do Douro durante duas horas na noite sábado. 

Segundo avançou à agência Lusa o presidente da câmara de Miranda do Douro, no distrito de Bragança, Artur Nunes, o fogo começou em Espanha mas, por volta das 20:00, as chamas conseguiram "galgar" o rio Douro.

De acordo com a informação prestada na página de internet da Proteção Civil, às 12:15 estavam no local 58 operacionais, apoiados por 16 veículos.

Também o incêndio que deflagrou em Poiares, Freixo de Espada à Cinta, no distrito de Bragança, causou "enormes prejuízos" em culturas como o amendoal, vinha e olival.

Em declarações à agência Lusa, a presidente da câmara de Freixo de Espada à Cinta, Maria do Céu Quintas, disse que os terrenos ardem devido a políticas restritivas praticadas pelo Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas, que não autoriza o rompimento de caminhos e outras ligações para servirem as propriedades agrícolas e funcionarem como corta-fogos.

Ainda de acordo com informação prestada na página de internet da Proteção Civil, às 12:15, estão 170 operacionais, apoiados por 54 veículos e quatro meios aéreos.