O Serviço de Estrangeiros e Fronteiras (SEF) esclareceu esta quinta-feira que a operação que levou à detenção de um casal iraniano no aeroporto do Porto, com passaportes falsos, resultou da atuação regular de controlo de fronteiras.

O Jornal de Notícias adianta que o SEF está a investigar um casal de nacionalidade iraniana detido na segunda-feira no aeroporto Sá Carneiro, no Porto, com passaportes gregos falsificados e provenientes de Paris, França, e que estariam a tentar embarcar para Londres.

Em resposta a um esclarecimento pedido pela agência Lusa, o SEF explicou que a “detenção, na segunda-feira [passada] de um casal, no aeroporto do Porto, com passaportes gregos falsificados, enquadra-se no âmbito da atuação regular do SEF de controlo de fronteiras e permanência em território nacional”.

De acordo com aquele serviço, a mulher e o homem intercetados pelo SEF referiram serem nacionais do Irão e provenientes de Paris, pretendendo viajar para o Reino Unido.

“A situação, que está a ser avaliada pelo SEF, apresenta um 'modus operandi' que é reconhecido pelas autoridades nas tentativas de imigração ilegal”.


No esclarecimento enviado pelo SEF à Lusa é ainda referido que “os detidos foram presentes a tribunal e aguardam os ulteriores termos do processo, por determinação judicial, à guarda do SEF, em centro de instalação temporária”.

O JN adiantou na sua edição de hoje que o casal, um homem de 34 anos e uma mulher de 25 anos, que tentava embarcar num voo da TAP, justificou que chegara a Portugal de autocarro e que pretendia seguir para Inglaterra para trabalhar.

“Alegaram ainda ter comprado os passaportes gregos em França, de onde conseguiram escapar usando os documentos falsificados, após os atentados de 13 de novembro”, escreve o JN, acrescentando que o SEF verificou que o casal não constava da lista de terroristas procurados na Europa.