O reitor do Santuário de Fátima, padre Carlos Cabecinhas, defendeu esta sexta-feira que Fátima "é o maior destino de turismo religioso" e que ao mesmo tempo atrai turistas para a região Centro, pelo que "não monopoliza" o turismo.

"A verdade é que quem procura Fátima procura também outros polos de atração turística na região Centro. Muitos dos peregrinos de Fátima são depois turistas na Batalha, Alcobaça, Tomar e daí por diante. Fátima não monopoliza no sentido de que não retira visitantes de outros centros de atração turística. Creio que os potencia", frisou o padre Carlos Cabecinhas, citado pela Lusa, à margem do Workshop Internacional de Turismo Religioso, que decorre na cidade.

Segundo o reitor, esta iniciativa "tendente a promover o turismo religioso" é "particularmente significativo", pois "acabam por servir para levar o nome de Fátima mais longe".

"E, neste contexto de celebração festivo do centenário, este conjunto de iniciativas acaba por nos dizer o quanto Fátima pode ser importante em termos de divulgação mundial como destino turístico", acrescentou o padre Carlos Cabecinhas, considerando que Fátima apresenta-se hoje com um rosto "renovado".

"Não diria que envelheceu ao longo de 100 anos, mas que rejuvenesceu"

Segundo o reitor, o número de peregrinos estrangeiros tem aumentado em Fátima: "Diria que da Ásia tem sido um crescimento percentual significativo, não em números absolutos. O maior crescimento verifica-se noutros âmbitos. Estou a pensar em Espanha, que continua a crescer, na Polónia, que tem aumentado o número de peregrinos presentes em Fátima", informou.

O padre Carlos Cabecinhas referiu ainda que os peregrinos dos Estados Unidos "cresceram de forma muito significativa" e o Reino Unido e a Irlanda têm vindo a "recuperar com números muito significativos a presença em Fátima", depois de um decréscimo.

Sobre o crescimento dos turistas oriundos de Ásia, Carlos Cabecinha explica que poderá ser reflexo de "um maior conhecimento da mensagem de Fátima nesses âmbitos geográficos", nomeadamente das Filipinas e Coreia do Sul, mas também de "uma maior capacidade económica de algumas destas populações para se deslocarem a Fátima".