Milhares de pessoas participam esta quarta-feira à tarde em Lisboa, no tradicional desfile popular do 25 de abril para assinalar os 44 anos da "revolução dos cravos".

A liderar o desfile, que saiu do Marquês de Pombal por volta das 15:45 rumo ao Rossio, está a chaimite da Associação 25 de abril que todos os anos marca o ritmo da marcha.

De cravo ao peito ou na mão são várias as gerações que participam no desfile que, este ano, junta pela primeira vez polícias e militares em protesto pelo congelamento das carreiras.

Ao som de músicas de intervenção como Grândola Vila Morena, os participantes gritam palavras de ordem como "Fascismo nunca mais, 25 de abril sempre" e "Abril está na rua, a luta continua", entre bandeiras de sindicatos e partidos como o Bloco de Esquerda, o PCP ou o Livre, ou cartazes feitos por cidadãos que participam na iniciativa.

Além do secretário-geral do PCP, Jerónimo de Sousa e da coordenadora do Bloco de Esquerda, Catarina Martins, está também presente no desfile popular, o ex-ministro das Finanças grego, Yanis Varoufakis, do partido de esquerda Syriza.

Organizado pela Associação 25 de Abrkil, este ano a iniciativa tem o lema "Abril de novo, com a força do Povo".

PCP celebra "ato mais avançado da história" e BE avanço do estado social 

O PCP considerou hoje que o 25 de Abril foi “o ato e o processo mais avançado” da história contemporânea, enquanto o Bloco de Esquerda defendeu que é preciso assegurar o direito à saúde, habitação, educação e cultura.

Milhares de pessoas participam hoje à tarde no tradicional desfile popular do 25 de abril que desceu a Avenida da Liberdade até ao Rossio, em Lisboa, para comemorar os 44 anos da "revolução dos cravos", tendo a iniciativa contado com a presença do secretário-geral do PCP, Jerónimo de Sousa, e da coordenadora do BE, Catarina Martins.

Em declarações aos jornalistas, Jerónimo de Sousa afirmou que esta manifestação popular demonstra que “a revolução de Abril foi o ato e o processo mais avançado da nossa história contemporânea” e “o povo português reflete isso com esta participação magnífica”.

Quarenta e quatro anos passados, a dimensão desta manifestação e de outras confirma que estamos perante esse ato tão importante na vida da história de Portugal e dos portugueses”, disse o secretário-geral do Partido Comunista Português.

Por sua vez, Catarina Martins sublinhou que assinalar os 44 anos do 25 de Abril é celebrar “o enorme avanço e progresso que foi o estado social”, nomeadamente a criação do Serviço Nacional de Saúde, da escola pública e da Segurança Social.

No entanto, sustentou que também é preciso perceber o que ficou por fazer e o que deve ser feito, tendo em conta que há direitos essenciais que têm que ser reforçados.

A precariedade não está só no trabalho, mas temos que a resolver pois temos o maior número de contratos a prazo da Europa, temos que ter emprego estável com direitos. Na habitação vivemos uma situação de especulação imobiliária que está a negar os direitos mais básicos, deve ser uma prioridade acabar com os despejos”, disse a coordenadora do BE.

Catarina Martins afirmou também que é preciso defender a saúde e a escola pública.

Depois de tantos anos de progresso, temos um sistema privado que está a viver da sangria dos recursos do Serviço Nacional de Saúde”, disse ainda.