Os operadores do setor da pesca da sardinha vão solicitar uma reunião urgente à Ministra da Agricultura e do Mar para pedir um aumento das quotas assim como dos apoios atribuídos nos períodos de interrupção.

A Comissão de Acompanhamento da Pesca da Sardinha reuniu-se hoje em Lisboa, na Direcção Geral de Recursos Naturais, Segurança e Serviços Marítimos, com a participação das organizações de produtores reconhecidas para a espécie sardinha, com o objetivo de analisar a situação da pescaria da sardinha e o regime de cessação temporária das atividades de pesca.

À saída da reunião, o presidente da Opcentro-Cooperativa da Pesca Geral do Centro, Humberto Jorge, manifestou aos jornalistas desilusão com o encontro uma vez que, disse, vinha para a reunião na expectativa de discutir as questões do aumento de quotas das sardinhas e das compensações a dar aos pescadores nos períodos de paralisia e já havia decisões tomadas.

Por esse motivo, afirmou, decidiram avançar com um pedido de reunião urgente à ministra Assunção Cristas.

Segundo a portaria publicada ao final de segunda-feira em Diário da República, durante o período de interdição da pesca de sardinha, os armadores e tripulantes vão receber compensações financeiras.

Este regime tem em vista compensar, para já, os pescadores das zonas de Peniche e Nazaré, já que desde sábado está interdita a captura de sardinha nestas regiões, por ter sido esgotada a quota local de captura.

A compensação aos armadores - os donos das embarcações – é calculada em função de uma fórmula que tem em conta a categoria da embarcação. Já as compensações salariais aos tripulantes são fixas: 20 euros para marinheiros/pescadores, 24 euros para mestres e 27 euros para oficiais.

Apesar das críticas das associações do setor e dos autarcas, a ministra da Agricultura tem dito que está fora de hipótese estender o tempo de captura ou aumentar a quota da sardinha sob pena de no futuro ser imposta uma quota para a sardinha ainda mais penalizadora.