O curador João Ribas é o novo diretor do Museu de Arte Contemporânea da Fundação de Serralves, no Porto, tendo sido selecionado por concurso internacional, anunciou o Conselho de Administração da Fundação de Serralves, em conferência de imprensa.

A presidente da Fundação, Ana Pinho, disse aos jornalistas que o até agora diretor adjunto do museu foi escolhido por unanimidade.

João Ribas, 38 anos, nasceu em Braga, viveu desde a infância nos Estados Unidos, onde encetou uma carreira de curadoria em instituições como o The Drawing Center, em Nova Iorque, e o centro de artes visuais do Instituto de Tecnologia de Massachusetts, MIT List Arts Center, de onde partiu para assumir o cargo de adjunto da anterior diretora do Museu de Serralves, Susanne Cotter, por convite desta.

Trabalhou no PS 1, instituição afiliada ao Museu de Arte Contemporânea de Nova Iorque (MoMA), com Carolyn Christov-Bakargiev, historiadora de arte e curadora norte-americana, que dirigiu a Documenta 13, em Kassel, na Alemanha (2012).

Ribas foi distinguido, nos Estados Unidos, em quatro anos consecutivos, pela delegação da Associação Internacional de Críticos de Arte (AICA), pela melhor exposição (2008–11).

De acordo com a sua biografia publicada no 'site' da Fundação de Serralves, recebeu igualmente o prémio Emily Hall Tremaine (2010).

O seu currículo inclui exposições de artistas como Chris Marker, Nairy Baghramian, Akram Zaatari, Joachim Koester, The Otolith Group, Frances Stark, Stan VanderBeek, Manon de Boer, Unica Zurn e Ree Morton.

Publicou artigos em publicações e revistas especializadas como a Artforum, ArtReview, Mousse, Afterall, The Exhibitionist, Artnews e Art in America.

É o autor de "In the Holocene" (Sternberg, 2014), baseado numa mostra coletiva apresentada no centro do MIT, em 2012, que envolveu criadores de diferentes áreas como Pedro Paiva e João Maria Gusmão, Leonor Antunes, Man Ray, Mario Merz, Helen Mirra, Alfred Jarry e Iannis Xennakis, sobre a noção de arte como uma ciência especulativa.

A Fundação de Serralves, no final de setembro do ano passado, anunciou a abertura de um concurso internacional "para seleção de um novo Diretor do Museu de Serralves, dado que o período de cinco anos" acordado com a anterior diretora, Suzanne Cotter, terminava no último dia de 2017.

“Com o aproximar das comemorações 30/20 em 2019 - 30 anos da Fundação de Serralves e 20 anos do Museu -, abre-se um novo ciclo que terá como pontos altos o reforço da projeção nacional e internacional de Serralves, o projeto de instalação e dinamização da coleção Joan Miró e a abertura da Casa de Cinema Manoel de Oliveira”, acrescentou a fundação, que ressalvou então a manutenção de "uma ligação" de Cotter à instituição, nos primeiros meses deste ano, para acompanhar "a programação do Museu”.

Susanne Cotter é, desde 01 de janeiro, diretora do Musée d’Art Moderne Grand-Duc Jean (Mudam), no Luxemburgo.