A avó paterna da menina de nove anos alegadamente sequestrada pelo pai e retida na Bélgica durante dois anos, começa esta quarta-feira a cumprir prisão domiciliária, disse à Lusa o seu advogado, Ricardo Serrano Vieira.

A avó de Alice, suspeita de coautoria de sequestro, esteve três meses em prisão preventiva, mas foi hoje para casa com pulseira eletrónica, disse o advogado que também representa o pai da menina, que se mantém em prisão preventiva.

Além da alteração da medida de coação, as autoridades judiciais decretaram a proibição de contacto da arguida com a neta e os seus familiares e ainda a proibição de contacto com jornalistas, acrescentou Ricardo Serrano Vieira.

A avó da menina foi detida no final de setembro em Aveiro, numa operação da diretoria do Sul da Polícia Judiciária, que já estava a aguardar a sua entrada em solo nacional para a deter.

No início de setembro tinha sido detido o pai de Alice, que na altura se recusou a revelar o paradeiro da menina, embora as autoridades tenham conseguido localizá-la na Bélgica, onde se encontrava com a avó paterna.

Alice esteve dois anos retida na Bélgica com o pai e a avó, depois de ter sido sequestrada pelo pai, em 2012, após as férias escolares, altura em que deveria ter sido entregue à mãe.

Nessa ocasião, o tribunal determinara a entrega da criança à guarda da mãe, motivo que terá alegadamente levado o pai, agente da Polícia Marítima, a sequestrar a menina, na altura com sete anos.

A mãe da menina acabaria por se deslocar à Bélgica para recuperar a filha.